Rejeição sobe e maioria já apoia impeachment de Bolsonaro, mostra pesquisa

A tumultuada saída do ex-ministro da Justiça Sergio Moro do governo de Jair Bolsonaro, em meio à pandemia do...

A tumultuada saída do ex-ministro da Justiça Sergio Moro do governo de Jair Bolsonaro, em meio à pandemia do novo coronavírus, impactou significativamente a popularidade e a imagem do presidente, segundo revela nova pesquisa da Atlas Política, divulgada nesta segunda-feira, 27.

Foto: Mauro Pimentel

Pela primeira vez na série histórica iniciada em maio de 2019, a maioria dos entrevistados (54%) é favorável ao impeachment de Bolsonaro, quatro pontos percentuais a mais do que na última pesquisa, de março. Os contrários a sua saída caíram de 45% há um mês, para 37%.

Enquanto Bolsonaro vê sua popularidade derreter, Moro, que é considerado por uma parcela dos brasileiros como o símbolo do combate à corrupção no país, encontra espaço para ganhar mais apoio popular.

A pesquisa foi realizada pela internet com 2.000 pessoas entre 24 e 26 de abril, período que inclui os rumores e efetivação da demissão do agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A postura de Moro de “sair para preservar sua biografia”, como afirmou no pronunciamento, teve um impacto positivo para sua imagem. De acordo com o Atlas Político, 68% dos entrevistados discordam da demissão de Valeixo, 72,2% concordam com as críticas feitas por Moro a Bolsonaro e 58,6% consideram que o ex-juiz é quem tem razão na disputa com o presidente sobre a demissão do ex-chefe da PF.

A pesquisa mostra, ainda, que a saída de Moro piora a imagem de Bolsonaro para 66% dos entrevistados, ao passo de 58% acreditam que haverá “renúncia ou impeachment” do presidente.

Nesta semana, a popularidade de Moro também ganhou tração e o percentual dos entrevistados que consideram sua imagem positiva saltou nove pontos percentuais entre novembro do ano passado e agora, atingindo 57,3%.

Já a figura do presidente, cuja avaliação negativa supera a positiva desde maio do ano passado, atingiu 64,6% nessa última pesquisa.

Fonte: Exame.

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