
Com o objetivo de ampliar alianças e acenar ao centro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se movimenta para redirecionar posições de diretórios locais do PT em até sete estados nos quais o partido defende candidaturas próprias ou chapas restritas à esquerda. Além do Rio, onde Lula garantiu o apoio à candidatura de Marcelo Freixo (PSB) contra a pretensão de uma ala do partido de lançar o petista André Ceciliano ao governo, há costuras para retirar também o PT de chapas ao Executivo em Minas Gerais, Paraíba, Ceará e Mato Grosso. No Amazonas e no Rio Grande do Norte, a ideia é abrir mão da vaga ao Senado para atrair outras siglas.
A política de alianças de Lula em sete estados
- Minas Gerais
Lula defendeu que o PT desista de uma candidatura própria ao governo para apoiar o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PSD. A costura exige desfazer um nó para o Senado: Lula apoia, por ora, o petista Reginaldo Lopes, e o PSD terá o senador Alexandre Silveira.
- Amazonas
O PT deve lançar o ex-senador João Pedro ao governo, e já admite abrir mão da vaga ao Senado para a poiar a reeleição de Omar Aziz (PSD).
- Rio Grande do Norte
Lula não vê espaço para o senador Jean Paul Prates (PT) tentar a reeleição, e ofereceu a vaga ao ex-senador Garibaldi Alves (MDB). O objetivo é ter o MDB na chapa da governadora Fátima Bezerra.
- Rio de Janeiro
Embora uma ala do PT quisesse lançar ao governo o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), André Ceciliano, Lula garantiu apoio a Marcelo Freixo para atrair o PSB à aliança nacional.
- Ceará
Após reunir-se com Lula em fevereiro, o deputado José Guimarães (PT) disse que o partido apoiará uma candidatura do PDT ao governo, numa costura que pode incluir MDB e PSD. Um grupo de petistas, encabeçado pela deputada Luizianne Lins, queria candidatura própria do PT.
- Mato Grosso
A deputada federal Rosa Neide, que mantém interlocução com Lula, tenta uma composição com partidos como PSB, PP e PSD no estado. Outra ala da sigla defende lançar um petista ao governo.
- Paraíba
A pré-candidatura de Veneziano Vital do Rêgo, do MDB, foi endossada por Lula, que declarou estar “amplamente convencido” da aliança. O PT local queria apoiar o governador João Azevêdo (PSB).
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Com informações: IG




