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Fim dos resíduos tóxicos: Faltando 03 meses para o do fim prazo, será que as metas serão alcançadas?

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Ceará e todos os estados e municípios brasileiros têm até 04 de agosto para eliminarem seus lixões. Caso o prazo não seja cumprido, os gestores podem pagar multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, além de serem presos pelo período de um ano a cinco anos. Já os donos dos lixões também podem ser multados. A ideia é a de que os lixões transformem-se em aterros sanitários regulamentados pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). O Ceará possui 254 lixões

“A falta de priorização dos gestores faz com que o problema persista”, é o que acredita Daniela Metello, coordenadora do Comitê Interministerial para a Inclusão Social Econômica de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis no Ceará (Ciisc).

 Audiência Pública sobre o Aterro Consorciado para a Região do Cariri Oriental  na Auditório da EEEP Irmã Ana Zélia da Fonseca |Fotos: Alecx Silva |Agência OKariri
Audiência Pública sobre o Aterro Consorciado para a Região do Cariri Oriental na Auditório da EEEP Irmã Ana Zélia da Fonseca |Fotos: Alecx Silva |Agência OKariri

Aterro Consorciado

Para eliminar os espaços irregulares de despejo de lixo, a Secretaria Estadual das Cidades, por meio de nota, afirma que “o Estado do Ceará está atuando firmemente como indutor do processo. Atualmente, estão sendo elaborados projetos de 13 consórcios de municípios para que, juntas, as prefeituras possam dar o destino e o tratamento adequado aos seus resíduos.”

Não foram informados quais seriam esses 13 consórcios e quais seriam os municípios por eles beneficiados. Mas, conforme informações da Semace de setembro de 2013, existiam à época quatro aterros sanitários legalizados e quatro projetos para a criação de consórcios regularizados pelo órgão estadual.

Eram legalizados os das cidades do Crato (no Cariri), Brejo Santo (no extremo Sul), Acaraú (na Região Norte) e Caucaia (na Região Metropolitana de Fortaleza). Já os quatro projetos de consórcios de aterros atingiam os municípios de Abaiara, Aurora, Barro, Milagres, Baixio, Cedro, Granjeiro, Icó, Alcântaras, Cariré, Coreaú, Forquilha, Sobral, Carnaubal, Croatá, Guaraciaba do Norte e São Benedito (Fonte O Povo).

Milagres Sede

Milagres provavelmente será sede de Aterro Sanitário Consorciado para a Região do Cariri Leste. O assunto, inclusive, já foi tema de audiência pública realizada na EEEP Ana Zélia da Fonseca, na quinta-feira dia 18 julho de 2013 [clique aqui e relembre essa matéria]. Na ocasião ficou bem clara a preocupação dos prefeitos presentes, todos foram unânimes em afirmar que os municípios não possuem condições financeiras para arcar com as despesas de construção do aterro.

Enquanto isso

Vista do lixão de Milagres, para ver mais fotos e matéria clique aqui |Fotos: Wendell Fernandes |Agência OKariri
Vista do lixão de Milagres, para ver mais fotos  escutar entrevista, e rever  essa matéria clique aqui |Fotos: Wendell Fernandes |Agência OKariri

 

Um fato importante é que o prazo está quase se encerrado e precisamos esperar o desfecho, para saber se haverá uma solução definitiva ou será adiada a historia do fim do problema dos resíduos sólidos.

Todavia, enquanto o aterro não é concretizado, o lixo da cidade de Milagres\CE é depositado no lixão a céu aberto localizado no Sítio Pedra do Chapéu (distante 2km do Calvário), há dias inclusive do lixo ser queimado trazendo assim a fumaça até a cidade.

O Portal OKariri já fez uma matéria sobre o tema, e constatou que o local serve de fonte de renda para em média 16 pessoas, que utilizam o lixo para reciclagem. Havia inclusive, um local preparado para receber a reciclagem [clique aqui e relembre essa matéria].

Um dos trabalhadores do local é Francisco Vieira da Silva, conhecido como Jocel. Ele declarou ao Portal OKariri que já trabalha há 17 anos com reciclagem, sempre no lixão, e que “o ganho até dá para viver”. São, em média, 6 mil quilos de recicláveis por mês, sendo as garrafas pets o material mais vendável. Toda a produção é comercializada em outras cidades da região como Juazeiro do Norte e Crato.

O trabalho poderia ser mais lucrativo, de acordo com Jocel, uma prensa (que custa em média R$ 12 mil e tem a função de prensar o material reciclável, facilitando a estocagem e por consequência a venda do produto),a falta do equipamento dificulta bastante a vida dos recicladores Milagrenses.

 

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